Sobre Petrópolis – RJ.

Petrópolis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Município de Petrópolis
Catedral petropolis.jpg
“Cidade Imperial”
Brasão de Petrópolis
Bandeira de Petrópolis
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário
Fundação 16 de março de 1843
Gentílico petropolitano
Lema “Altiora Semper Petens”
(Latim: “Buscando sempre o mais elevado”)
Prefeito(a) Paulo Mustrangi (PT)
(20092012)
Localização
Localização de Petrópolis
22° 30′ 18″ S 43° 10′ 44″ O22° 30′ 18″ S 43° 10′ 44″ O
Unidade federativa Bandeira Estado RiodeJaneiro Brasil2.svg Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Microrregião Serrana IBGE/2008 [1]
Região metropolitana
Municípios limítrofes Areal, Duque de Caxias, Guapimirim, Magé, Miguel Pereira, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, São José do Vale do Rio Preto e Teresópolis
Distância até a capital 68 km
Características geográficas
Área 774,606 km²
População 312.766 hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 395,9 hab./km²
Altitude 838 m
Clima Tropical de altitude Cwb
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,804 (RJ: 7º) – elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 3.126.961 mil (BR: 93º) – IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 10.219,00 IBGE/2005 [4]

Petrópolis é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Ocupa uma área de 774,606 km², contando com uma população de 312.766 habitantes (2008)[2], segundo o IBGE.

O clima ameno, as construções históricas e a abundante vegetação são grandes atrativos turísticos. Além disso, a cidade possui um movimentado comércio e serviços, além de produção agropecuária (com destaque para a fruticultura) e industrial. Fundada por iniciativa de Dom Pedro II, é constantemente chamada de Cidade Imperial.

Petrópolis é a sede do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) [5], uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia.

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História

Ao começo da exploração pelos portugueses do que viria a ser o atual estado do Rio de Janeiro, algumas missões foram enviadas na direção das montanhas da Serra da Estrela. Naquele lugar, encontraram-se poucos índios dispersos, e o único recurso mineral apurado por ali foram algumas pedras de coloração esbranquiçada e consideradas sem valor.

A história da cidade começa a figurar-se mais propriamente em 1822, quando Dom Pedro I, a caminho de Minas Gerais pelo Caminho do Ouro hospedou-se na fazenda do padre Correia e ficou encantado com a região. Tentou comprar as terras, porém sem sucesso. Por fim, adquiriu uma fazenda vizinha, a fazenda do Córrego Seco, que renomeou Imperial Fazenda da Concórdia, onde pretendia construir o Palácio da Concórdia. Hoje, a propriedade corresponde, com alguns acréscimos, à área do primeiro distrito de Petrópolis.

Os planos do primeiro imperador não foram concluídos, mas Dom Pedro II continuou com os planos e em 1843 assinou um decreto pelo qual determinava o assentamento de uma povoação e a construção do sonhado palácio de verão, que ficou pronto em 1847. A partir de então, durante o verão, a cidade tornava-se a capital do Império com a mudança de toda a corte. Pedro II governou por 49 anos, e em pelo menos 40 verões permaneceu em Petrópolis, eventualmente por até cinco meses.

 

Serra de Petrópolis.

Independentemente da época do ano, era em Petrópolis que moravam os representantes diplomáticos estrangeiros. Entre 1894 a 1903 foi capital do Estado do Rio, em substituição a Niterói, devido a Revolta da Armada. Também neste período, foi eleito o único vice-governador fluminense cuja base política era Petrópolis (Hermogênio Silva). O sanitarista Oswaldo Cruz foi nomeado seu primeiro prefeito em 1916.

A importância política da cidade perdurou por décadas, mesmo depois do fim do Império. Todos os presidentes da república, de Prudente de Morais a Costa e Silva, passaram pelo menos alguns dias na cidade imperial durante seus mandatos. O mais assíduo dentre eles foi Getúlio Vargas, cujas estadias, durante o Estado Novo, duravam até três meses.

Como consequência da transferência da capital do Brasil para Brasília, Petrópolis perdeu consideravelmente sua importância no contexto político do país.

O planejamento

Petrópolis é um notável exemplo dos esforços de imigração européia para o Brasil no Segundo Reinado. Concebida pelo major Júlio Frederico Koeler, é tida como a primeira cidade projetada do Brasil, composta de um núcleo urbano – a cidade (hoje o Centro), onde se concentravam o palácio imperial, prédios públicos, comércio e serviços. O Centro seria rodeado por “quarteirões imperiais”, que receberam famílias de agricultores, principalmente alemãs, que hoje compõem bairros do primeiro distrito.

Outros estrangeiros, como açorianos e, posteriormente, italianos, viriam somar-se ao contingente de imigrantes, sobretudo para trabalhar nas indústrias de tecidos e comércio.

O pitoresco do projeto de Koeler foi o fato de batizar os quarteirões com nomes de cidades e acidentes geográficos das regiões (Reihnland-Westphalen) de onde vinham os colonos alemães: Kastelaum (Castelânea), Mosel (Mosela), Bingen, Nassau, Ingelheim, Woerstadt, Darmstadt e Rheinland (Renânia). As terras foram arrendadas para Koeler e, através dele, aos imigrantes, resultando em um sistema de foro e laudêmio (enfiteuse) pago aos herdeiros de Dom Pedro II até hoje.

Arquitetura

A cidade possui um conjunto arquitetônico sem igual, dos quais o símbolo mais conhecido é o palácio imperial, hoje Museu Imperial. O palácio é a principal construção do chamado “centro histórico”, onde se destaca a Avenida Koeler, ladeada por casarões e palacetes do século XIX. A via é perpendicular à fachada da Catedral de São Pedro de Alcântara e, no outro sentido, à praça Ruy Barbosa e à fachada da Universidade Católica – constituindo-se, assim, em um dos mais belos cenários da cidade.

No chamado “centro histórico” encontram-se também construções curiosas como a casa de verão de Santos Dumont; o palácio de Cristal; a “Encantada“; o palácio Amarelo (Câmara de Vereadores); o palácio Rio Negro, fronteiriço à sede da prefeitura (palácio Sergio Fadel); e construções curiosas, como o “castelinho” do auto-denominado “duque de Belfort”, na esquina da Koeler com a praça Ruy Barbosa; ou ainda a antiga casa da família Rocha Miranda, na Avenida Ipiranga – mesmo endereço de outra residência da mesma família, em estilo sessentista. Linhas modernas também estão presentes na casa de Lúcio Costa, no bairro de Samambaia.

Petrópolis foi palco de acontecimentos e episódios diversos da história do Brasil, como:

  • A inauguração da primeira rodovia pavimentada do Brasil, a União e Indústria (1861), ligando a cidade a Juiz de Fora (MG);
  • A primeira sessão de cinema (1897), com a exibição, através de “cinematógrapho”, dos primeiros filmes dos irmãos Lumière;
  • A assinatura do tratado que incorporou o Acre ao Brasil (1903);
  • A morte de Ruy Barbosa (1923);
  • O suicídio do escritor austríaco Stefan Zweig (1942).

Geografia

Petrópolis localiza-se no topo da Serra da Estrela, pertencente ao conjunto montanhoso da Serra dos Órgãos, a 838 metros acima do nível do mar. Situa-se a 68 km do Rio de Janeiro.

O clima da cidade é o tropical de altitude com verões úmidos e invernos secos. A média anual da cidade é de 18°C (típica de uma cidade serrana fluminense).

A média de julho é 15°C, sendo a máxima da temperatura média neste mês de 22°C e a mínima de 10°C. Em janeiro a temperatura média é de 21°C, sendo a máxima da temperatura média de 27°C e a mínima de 18°C. A menor temperatura já registrada na cidade foi de -1°C no dia 2 de agosto de 1955; a maior máxima já registrada foi de 36°C.[carece de fontes?]

Subdivisão

Petrópolis está dividida em 5 distritos, que se subdividem em bairros menores. são estes:

Economia

A economia de Petrópolis é baseada no turismo e no setor de serviços. Também merece destaque o comércio de roupas, sobretudo nos pólos da Rua Teresa e Itaipava, que atraem compradores (atacadistas e varejistas) de todo o país.

Turismo

Infra-estrutura

Educação

A Cidade abriga a Faculdade de Medicina de Petrópolis, uma das mais respeitadas Instituições de ensino superior particular do estado. No ensino médio Petrópolis possui uma escola entre as melhores instituições do Brasil. No ENEM 2006 a Escola Ipiranga ficou em 14º lugar entre as escolas privadas.[6]

Cultura

Personalidades Ilustres

Maximiliano de Habsburgo-Lorena, primo de D. Pedro II, foi um dos primeiros estrangeiros famosos a visitar Petrópolis, ainda em 1863 (pouco antes de assumir o trono do México). Balduíno I, da Bélgica, também passaria por Petrópolis durante sua visita ao Brasil, em 1920 – bem como a rainha Sofia, da Noruega, em 1981. Mas, além de cabeças coroadas, a cidade ainda receberia inúmeros outros nomes reconhecidos internacionalmente, como Einstein, em 1926.

 

Fachada do Hotel Quitandinha

O maior número de visitantes célebres, porém, concentrou-se entre 1944 e 1946, tempo de vida do Hotel-cassino Quitandinha. Orson Welles, Errol Flynn, Maurice Chevalier, Greta Garbo, Carmen Miranda, Walt Disney, Bing Crosby e até um rei destronado (Carol I, da Romênia) foram alguns de seus hóspedes. Com o fechamento dos cassinos no país, determinado pelo presidente Dutra (19461950), o Quitandinha começou a entrar em decadência. Antes, porém, seria a sede da Conferência Interamericana de 1946, na qual destacou-se a chefe da delegação argentina, Eva Perón.

A poetisa Gabriela Mistral exercia a função de consulesa do Chile em Petrópolis quando foi agraciada com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1945. Outro Nobel, o britânico Peter Medawar (Medicina, 1954) nasceu e viveu em Petrópolis até os 14 anos. Na década de 1970, a cantora norte-americana Sarah Vaughan também viveu na cidade.

Refúgio de importantes nomes da cultura nacional, figura nas páginas de Machado de Assis e de Stanislaw Ponte Preta e lá Jorge Amado concluiu seu “Gabriela Cravo e Canela“. Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes, Villa-Lobos e Alceu Amoroso Lima tinham casas de veraneio em Petrópolis. Como centro do poder nacional, foi o endereço de veraneio de importantes vultos do império e da república, como o Barão e Visconde de Mauá, Barão do Rio Branco, Barão e Visconde do Arinos, Visconde de Caeté, Joaquim Nabuco, e mais tarde, Santos Dumont e Rui Barbosa.

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. 2,0 2,1 Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. http://www.lncc.br
  6. http://educacao.uol.com.br/ultnot/2007/02/07/ult1811u157.jhtm

Ver também

Commons
O Wikimedia Commons possui multimedia sobre Petrópolis

Ligações externas

PETRÓPOLIS
Céu azul e limpo, ar puro, clima agradável e o visual das montanhas criam um ambiente perfeito de tranqüilidade. Foi esse clima que trouxe para Petrópolis, cidade da Serra Fluminense, diversos escritores e pintores. E muito antes deles, o imperador D. Pedro II, que mandou construir um palácio para o veraneio da família imperial. Bastou que ele viesse para que toda a corte fizesse o mesmo, enchendo a região de palacetes, ricos mobiliários e jardins projetados.
Hoje todas essas construções de época são um grande atrativo, pois além de sua beleza, contam um pouco de nossa história. O Museu Imperial, a Catedral São Pedro de Alcântara, a Casa de Santos Dumont, o Palácio Quitandinha, o Palácio Rio Negro, são alguns exemplos. Petrópolis pode ter perdido a importância política, mas continua tendo uma forte tradição traduzida no requinte dos restaurantes e pousadas.
Não só as marcas do Império encantam e chamam atenção por aqui. A natureza também deixou suas imponentes marcas. Na região localiza-se o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, onde está a impressionante formação rochosa chamada de “Dedo de Deus”. Trilhas e passeios a cavalo nos levam a descobrir uma abundante vegetação, orquidários, cachoeiras, vales e montanhas que oferecem vistas deslumbrantes.
HISTÓRIA
O caminho aberto pelos bandeirantes em suas andanças pelo sertão, tomou o nome de “Caminho do Ouro”, quando da descoberta de ouro e pedras preciosas nas Minas Gerais. Como sua importância começou a crescer devido à necessidade de escoamento da produção, foi preciso estabelecer uma ligação permanente e segura entre o porto do Rio de Janeiro e as Minas Gerais, dando início à colonização da região.
Por estar localizada entre os rios Piabanha e Morto, por onde passavam as tropas que demandavam as Minas Gerais, a fazenda do Padre Corrêa se tornou o lugar propício para pouso e fonte de abastecimento, não só pelos produtos agrícolas, como também por sua industria artesanal de ferraduras.
Seguindo o “Caminho do Ouro” em demanda às Minas Gerais, o imperador D. Pedro I, tornou-se hospede frequente da fazenda, mesmo depois da morte do Padre Corrêa, pois continuou sendo recebido pela irmã e herdeira do Padre.
Encantado com as belezas e amenidades da região, propõe a compra da fazenda. Como os herdeiros do Padre Corrêa não estavam interessados em vendê-la, indicaram a vizinha fazenda do Córrego Seco que foi comprada em 1830, passando a chamar-se Fazenda da Concórdia. Foi D. Pedro II que, em 1843, ordenou a construção de um palácio para veraneio. O projeto ficou nas mãos do arquiteto alemão Koeler.
Quando, em 1844, começou a receber os primeiros imigrantes alemães, como colonos livres, a povoação de Petrópolis, fundada em março de 1843, nasceu com a mentalidade de substituir o trabalho escravo pelo trabalho livre. Com o rápido plano urbanístico, reforçado por outras correntes migratórias de italianos, franceses, belgas, ingleses, suiços e portugueses, em setembro de 1857, foi elevada à categoria de cidade. O Hotel Suiço, o primeiro hotel da região, é construído em 1848.
Por iniciativa do Visconde de Mauá, em 1854, começa a funcionar a primeira estrada de ferro brasileira ligando Porto Mauá à Raiz da Serra. Para se chegar a Petrópolis, atravessava-se a baía, de barco, até Porto Mauá; daí, seguia-se de trem até à Raiz da Serra; em seguida, subia-se a serra em diligência puxada a cavalos.
Mais tarde, a diligência puxada a cavalos é substituída pela estrada de ferro Príncipe Grão-Pará (a Leopoldina Railway), o primeiro trem a subir uma serra brasileira. A União e Indústria, a primeira estrada de rodagem brasileira, ligando Petrópolis a Juíz de Fora é inaugurada em 1861.
A vinda da família imperial acabou atraindo toda a corte, que também construiu seus palacetes. Assim Petrópolis se transformou em um local da elite. Por causa de seu clima agradável e tranqüilo, mas principalmente pela permanência do imperador na cidade, atraindo a nobreza e a intelectualidade da época, Petrópolis logo se transformou em um grande centro turístico do Estado do Rio de Janeiro. A animação, o fausto e o luxo de seus espetáculos, bailes e saraus competiam com a vida social do Rio de Janeiro. Mesmo depois da queda do Império, muitos políticos continuaram a freqüentar a região.
O palácio Rio Negro que servira como sede do governo (1894 – 1902) do Estado converte-se na residência de verão dos Presidentes da República.Em 1903, ao assistir à assinatura do tratado de anexação do Acre, Petrópolis se torna capital do Estado do Rio de Janeiro.
A primeira auto-estrada asfaltada, a rodovia Washington Luiz ligando Petrópolis ao Rio de Janeiro, foi construída em 1928.
O hotel Quitandinha, construído em 1944, com seu cassino e espetáculos realizados com os mais famosos artistas brasileiros e astros internacionais, atraiu milhares de turistas do mundo inteiro. Hoje, é possível visitar o 1º andar, além de ser um espaço ideal para a realização de convenções e congressos. Sua bela arquitetura, em estilo normando, chama a atenção.
Com a proíbição do jogo, a cidade não desanimou, compensando com o desenvolvimento das indústrias téxteis e malharias, conhecidas em todos os lugares, e revigorando-se com o surgimento de pousadas e hotéis localizados em lugares paradisíacos que oferecem um tranqüilo aconchego e uma gastronomia requintada.
TURISMO
Atrativos Históricos-Culturais
O clima saudável e ameno de Petrópolis oferece inesquecíveis passeios por suas ruas arborizadas, onde se pode ver a riqueza arquitetônica das mansões construídas no tempo do império. Alguns palácios transformaram-se em museus e estão abertos à visitação.

Museu Imperial – em estilo neoclássico, a casa era o antigo Palácio Imperial que D. Pedro II mandou construir em 1848. Os jardins, desenhados por Jean Baptiste Binot sob a orientação pessoal do imperador, merecem destaque.
Além de guardar os objetos e móveis do palácio, o Museu ainda reúne, de maneira geral, tudo o que se refere ao Brasil Império, como por exemplo a coroa de D. Pedro II. Há também no local uma pinacoteca e o Arquivo Histórico do Museu Imperial.
Localiza-se na R. da Imperatriz, 220 – Centro.

Palácio de Cristal – com estrutura metálica e vedação de vidro, foi fabricado na França. É o modelo perfeito do novo estilo arquitetônico surgido com a Revolução Industrial. Foi palco de vários bailes, começando pelo de sua inauguração em 2 de fevereiro de 1884. Aí também a Princesa Isabel assinou a libertação de 103 escravos pouco antes da abolição da escravatura.
Localiza-se na R. Alfredo Pachá, s/nº – Centro.

Palácio Quitandinha – o nome Quitandinha vem do fato do local ser parada de viajantes do início do século para comer e repousar. Ergue-se aqui um palácio impressionante em estilo normando, com 50.000m² de área construída e 6 andares. A decoração é de Dorothy Drape, a decoradora que marcou época em Hollywood. O Quitandinha conta a história da época de ouro do rádio, dos cassinos e das chanchadas. Ele próprio surgiu, em 1944, como um luxuoso hotel-cassino.
Localiza-se na Av. Estados Unidos, 2.

Catedral São Pedro de Alcântara – construída em 1884, em estilo gótico francês do século XVIII. Destacam-se obras esculpidas em mármore Carrara em seu interior. A Capela Imperial guarda estátuas da família imperial, além dos restos mortais de D.Pedro II, D. Teresa Cristina, Princesa Isabel e Conde d’Eu.
Localiza-se na R. S. Pedro de Alcântera, 60 – Centro.

Museu Casa do Colono – com suas paredes originais de pau-a-pique e barro misturado com capim, lembra as várias famílias imigrantes que colonizaram Petrópolis.
Localiza-se na R. Cristóvão Colombo, 1034 – Castelânea.

Casa do Barão de Mauá – sede da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Petrópolis foi mandada construir, em 1852, pelo mesmo Mauá que utilizou nos gradis, ferros produzidos pela sua própria fábrica. Ergue-se em estilo neo-clássico, rodeado de jardins onde há algumas palmeiras raras e jasmineiros perfumados.
Localiza-se na Praça Mariano Procópio, esquina da Av. Piabanha com a Barão do Rio Branco.

Palácio Rio Negro – construído em 1889 pelo Barão do Rio Negro para sua residência, foi sede do governo entre 1894 e 1902, quando Petrópolis foi capital do Estado do Rio de Janeiro. A partir de 1903, tornou-se a residência de verão dos Presidentes da República, até a construção de Brasília. As núpcias do presidente Hermes da Fonseca e Nair de Teffé, um dos casamentos mais badalados da época, foram realizadas nos salões do Palácio Rio Negro.
Localiza-se na Av. Koeler – Centro.

Existem ainda inúmeras construções para serem visitadas:
O Palácio Itaboraí, antiga residência de verão dos governadores do Estado do Rio; o Palácio Amarelo, construído em 1850, onde funciona a sede da Câmara Municipal de Petrópolis; a Casa da Princesa Isabel, adquirida pelo Conde D´Eu e a Princesa Isabel em 1876, atualmente sede da Cia. Imobiliária de Petrópolis, pertencente a membros da família imperial; o Palácio Koeler, construído em 1872, hoje de propriedade da Prefeitura Municipal; o Palácio Grão Pará, construído em 1859, atualmente residência de descendentes da família imperial; a Casa do Barão do Rio Branco, onde foi assinado o “Tratado de Petrópolis” que anexou o Estado do Acre ao Brasil, hoje Secretaria de Habitação; o Hospital Santa Teresa, inaugurado em 1876, hoje sob a administração das irmãs da Congregação de Santa Catarina; o Castelo de Itaipava, situado na Estrada União e Indústrias – Itaipava; e finalmente, o Solar D. Afonso, construído em 1875 pelo comendador Joaquim Antonio dos Pássaros, hoje propriedade do Sr. Ronaldo do Vale Simões. No entanto, a beleza arquitetônica destas construções só é observada exteriormente, pois estão fechados à visitação.

Atrativos Naturais
Rafting pelo rio Paraíbuna, descida de rapel na cachoeira Véu da Noiva, cavalgada ecológica Haras Analu, cavalgadas pela região que liga o vale do Cuiabá a Teresópolis, caminhadas ecológicas pela serra dos Órgãos e trekking na reserva biológica do Tinguá, último reduto da Mata Atlântica primária do Estado, são algumas das muitas escolhas que se pode fazer para aproveitar a estada em Petrópolis.
Uma boa pedida é percorrer o antigoCaminho do Imperador” ou “Estrada Imperial” que liga Petrópolis a Pati do Alferes, pelo alto da serra do Couto, num percurso de 36km.

O Parque Municipal oferece área de lazer com quadras de esporte, ciclovia, local para caminhadas, picadeiro de areia e local para shows e festas populares.

Caminhadas
Meu Castelo (Castelinho), com a visão de toda baía da Guanabara e Petrópolis; Cortiço; Cobiçado, com visão da Baixada Fluminense, Retiro; Seio de Vênus; Carneiro, com vista de Teresópolis e Petrópolis; Pedra do Boi. Para todos estes morros, com altitudes de até 1.500m, as caminhadas, com duração que varia entre 1 e 2 horas, são consideradas caminhadas leves.

Mãe-d’água; Pico Alcobaça, o símbolo do montanhismo de Petrópolis; Véu de Noiva; João Grande; Cantagalo. Para todos estes morros, com altitude até 1.800m, as caminhadas, com duração de 3 e 4 horas, são consideradas caminhadas semi-pesadas.

Morro do Açu, com vistas da serra dos Órgãos e cidades; Maria Comprida, com visão de Capoeirão e Araras;Taquaril; Congonhas. Para todos estes morros, com altitude de mais de 2.000m, as caminhadas, com até 5 horas de duração, além de Congonhas, com 2 dias de duração, são consideradas caminhadas pesadas.


Os passeios de bicicleta nas rotas entre Corrêas e o Morro do Açu e entre Itaipava e Teresópolis, passando pelo vale do Cuiabá, Itaipava e Miguel Pereira, em percursos de 20km a 30km, podem durar de 2 a 6 horas. A cada sábado, as trilhas variam entre leves, médias e pesadas, conforme o grau de dificuldades do passeio.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Bem próximo a Petrópolis está este parque nacional na região da Serra dos Órgãos. Curiosas formações rochosas como o Dedo de Deus, com 1.692m de altitude, e a Pedra do Sino, com 2.263m de altitude desafiam a habilidade de montanhistas.
Criado em 1939, seus 11.800 hectares abrigam orquídeas, samambaias, paineiras, ipês e cedros, além de quatis, cutias e éspecies ameaçadas de extinção como o papagaio-de-peito-roxo.

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